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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Carta ao senhor Destino

     Senhor Destino, 
     Sei que o senhor já escreveu todos os caminhos que todos seguem, sem nunca errar, sendo bons ou ruins, o senhor sempre sabe o que vai acontecer. 
     Sei que já reclamei muito do senhor e hoje peço desculpas. Sei que todas as histórias precisaram ter um desenrolar, e na maior partes das vezes, esses desenrolares não são fáceis, nem bons, assim como o meu não foi. 
     Mas, o senhor me ensinou a colocar a cabeça no lugar e parar de procurar chifre em cabeça de cavalo. Aprendi que esses tais chifres que eu procurava, só existiam em unicórnios, e unicórnios são raros.
     Mesmo depois de saber disso, eu ainda fui tola de acreditar que poderia encontrar unicórnios em qualquer lugar e que bastava procurar. Me dei mal, e me machuquei muito com os tombos que levei pelo caminho. Comecei até a acreditar que unicórnios não existiam.
     Me deparei com muitos cavalos de raça e até com puros sangue árabes. Achei que eu pudesse ser feliz apenas com cavalos, mas, me enganei... Entretanto, preferi continuar me enganando a ver meus cavalos de raça virando pangarés de novo, mas, não deu certo e eu já estava conformada.
     Desisti de procurar cavalos especiais e comecei a valorizar aqueles que estavam ao meu redor, tentando me fazer mais feliz, embora não da maneira que eu queria.
     O que eu não esperava era que de repente o cavalo que me alegrava mais e me fazia ir mais longe, colocaria a crina para trás, mostrando seu chifre. E sei que o senhor já sabia desse detalhe.
     Não sei onde o senhor estava com a cabeça de por um unicórnio na minha frente, mas, agradeço por me fazer feliz e me ensinar que as coisas mais preciosas vêm para aqueles que merecem, valorizam e sabem esperar e não para aqueles que simplesmente procuram.

Muito obrigada,
Lara


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal aos meus leitores!

Caros leitores,

Escrevo a vocês, hoje, véspera de Natal, somente para desejar que os sonhos de vocês se torne realidade e que eu ainda possa estar presente na vida de vocês, por muito tempo, escrevendo aqui, e fazendo com que reflitam sobre a vida, sobre vocês mesmos e sobre tudo ao redor.
Eu sei o quão difícil é para uma pessoa, tentar entender o ponto de vista de outra, e ainda refletir sobre coisas que talvez não concordem, entretanto, vocês o fizeram e eu agradeço.
Agradeço a todos vocês que comentaram, a todos que não comentaram e a todos que somente passaram por aqui.
Tempo de Natal é para refletir, para fazer o bem, para trocar alegrias e presentes também. Eu desejo a todos, um lindo e próspero Natal e um maravilhoso Ano Novo, com muitos fogos de artifício, festas e muita comida, claro!

Beijos a todos,
Lara Torres, a Raposa Branca.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Violinista...

(Texto inspirado na postagem da minha amiga Bárbara, do blog http://www.bah-inexoravel.blogspot.com)
    Boa tarde caros leitores. Hoje, vim falar de uma pessoa. Uma figura. Passando, ontem, pelo blog de uma amiga minha, Báah (como nós a chamamos), eu li a postagem mais nova dela que falava sobre "O Violinista".
    Sim, usei o mesmo título e dou os créditos a ela. Mas, voltando ao assunto. Quando li o poema, eu lembrei dele. O violinista... Quem é ele? Bom, de antemão, não posso responder essa pergunta.
    Seu poema me fez lembrar da doce música que me acompanhou pela rua inteira, até que sumisse, desaparecesse entre os ruídos dos carros. Mas, quem é essa pessoa a qual a música pode fazer os outros se sentirem tão bem?
    Um violinista! Sim, sei que é. Mas, ele, parado na calçada, com a caixa do violino a frente dos pés, em pé em pleno centro da cidade, passando desapercebido por quase todos, tocando... Quem é essa criatura que em meio a tantos sons, faz o seu som sobressair e chegar até os ouvidos daqueles que esquecem do tempo quando se deparam com ela?
    Um homem sem palavras, um violinista sem face. Apenas alguém tentando ganhar a vida. Seria ele um anjo? Deveras eu acreditaria, pois não me pediu nada em troca, e sua música, sua imagem não me saiu da cabeça, nem sairá...
    Passei por ele, tentei voltar a vê-lo, mas havia sumido com tudo, em meio a grande multidão de pessoas que se comportam feito gado, indo todas na mesma direção, num fluxo contínuo de vais e vens em meio a cidade.
    Se fores um anjo, peço a ti que me deixe ouvi-lo ao menos mais uma vez. Ainda que seja apenas mais um violinista...
    Esse texto não tem muita explicação, é somente uma espécie de carta. É um texto para um violinista...